Dói-me porque eu nunca te fiz isso nem nunca o faria. Porque quando alguem me pede afecto não é por acaso. E quando insiste ainda menos. Doeu. Doeu tanto. E continua a doer. Isto que eu só quero esquecer. Que só quero esquecer.
4.27.2009
"Hoje não."
4.26.2009
não obrigado.
4.25.2009
ao menos isso
eu so queria deixar de pensar
de pensar em ti
porque nao me sais de cabeça
eu quero acreditar que é isto que quero
este esquecimento
quero parar de pensar
de pensar em ti da forma que penso agora
porque eu não gosto de ti
eu gosto que gostes de mim
eu gosto das palavras que leio
das palavras que não te conheço
cara a cara
as palavras escritas
que não se revelam
palavras que escreves
e que eu não sei se sentes
porque as palavras mentem
mas os olhares não
as palavras não sentem
quem sente é o coração
por isso é que quero que elas se afastem
e dizes-me que te dói
não mais que a mim
acredita
ao menos o vício já o larguei
ao menos isso
ao menos isso
de pensar em ti
porque nao me sais de cabeça
eu quero acreditar que é isto que quero
este esquecimento
quero parar de pensar
de pensar em ti da forma que penso agora
porque eu não gosto de ti
eu gosto que gostes de mim
eu gosto das palavras que leio
das palavras que não te conheço
cara a cara
as palavras escritas
que não se revelam
palavras que escreves
e que eu não sei se sentes
porque as palavras mentem
mas os olhares não
as palavras não sentem
quem sente é o coração
por isso é que quero que elas se afastem
e dizes-me que te dói
não mais que a mim
acredita
ao menos o vício já o larguei
ao menos isso
ao menos isso
Deixa-me, por favor.
Tantas palavras escritas
para quê?
Servem-te de alguma coisa?
Servem para eu me desgastar
e já chega!
Sai!
Vai-te embora,
chega!
Não vês o que me fazes?
Pára!
Deixa-me!
Preciso disso,
a sério.
Preciso de largar o vício
este terrivel vício que tenho
e que só quero esquecer,
meu amor
- é este o vício que me fazes ter -
e eu não quero tê-lo
sai de mim
vai para longe
por favor.
É esta a minha decisão,
meu amor
- o vício que teima em não me deixar -
por favor
deixa-me tu
quanto antes
quanto antes melhor,
meu amor
- tenho que o acabar -
desculpa mas,
por favor.
Deixa-me,
por favor.
para quê?
Servem-te de alguma coisa?
Servem para eu me desgastar
e já chega!
Sai!
Vai-te embora,
chega!
Não vês o que me fazes?
Pára!
Deixa-me!
Preciso disso,
a sério.
Preciso de largar o vício
este terrivel vício que tenho
e que só quero esquecer,
meu amor
- é este o vício que me fazes ter -
e eu não quero tê-lo
sai de mim
vai para longe
por favor.
É esta a minha decisão,
meu amor
- o vício que teima em não me deixar -
por favor
deixa-me tu
quanto antes
quanto antes melhor,
meu amor
- tenho que o acabar -
desculpa mas,
por favor.
Deixa-me,
por favor.
4.23.2009
acorda, meu amor.
sol, lua
estrelas que ficam na sua
na sua própria luz
no céu
nesse céu tão escuro
onde já nada acontece
nem mesmo eu
que já nada sou
e no entanto
já nem nada importa
e eu tenho medo
tenho medo do que possa acontecer neste escuro
neste escuro tão inseguro
neste escuro do meu não ser
onde pensei que pudesses ser a luz
a luz que me ajudasse a ver
a distinguir quem realmente sou.
Errar é humano mas
como eras a luz
nunca pensei que errasses
e no entanto
errei eu
cheguei a conclusão que era também como tu,
meu amor
e eu que pensava ser como mais nada
como mais ninguém.
Errámos os dois
e no entanto
não te apercebeste
não percebeste que não era isso que querias
e eu não fui capaz de explicar
não fui capaz de te fazer entender
o que estava errado
o erro que cometeste
o erro onde eu também fui cúmplice,
meu amor
o erro de onde eu quero sair mas
tu não deixas
e fazíanos tão bem,
meu amor
tão bem que nos fazia
mas tu teimas
- como sempre -
em não ouvir
e eu não percebo porquê
não queres ver o erro que eu vejo
o erro em que eu quero acreditar
tu não o vês
não me vês a mim,
meu amor
porque o erro aqui
o erro aqui sou só eu
mas tu não vês
nunca viste
fechas-te sempre os olhos.
Acorda,
meu amor.
Acorda,
por favor.
estrelas que ficam na sua
na sua própria luz
no céu
nesse céu tão escuro
onde já nada acontece
nem mesmo eu
que já nada sou
e no entanto
já nem nada importa
e eu tenho medo
tenho medo do que possa acontecer neste escuro
neste escuro tão inseguro
neste escuro do meu não ser
onde pensei que pudesses ser a luz
a luz que me ajudasse a ver
a distinguir quem realmente sou.
Errar é humano mas
como eras a luz
nunca pensei que errasses
e no entanto
errei eu
cheguei a conclusão que era também como tu,
meu amor
e eu que pensava ser como mais nada
como mais ninguém.
Errámos os dois
e no entanto
não te apercebeste
não percebeste que não era isso que querias
e eu não fui capaz de explicar
não fui capaz de te fazer entender
o que estava errado
o erro que cometeste
o erro onde eu também fui cúmplice,
meu amor
o erro de onde eu quero sair mas
tu não deixas
e fazíanos tão bem,
meu amor
tão bem que nos fazia
mas tu teimas
- como sempre -
em não ouvir
e eu não percebo porquê
não queres ver o erro que eu vejo
o erro em que eu quero acreditar
tu não o vês
não me vês a mim,
meu amor
porque o erro aqui
o erro aqui sou só eu
mas tu não vês
nunca viste
fechas-te sempre os olhos.
Acorda,
meu amor.
Acorda,
por favor.
4.22.2009
é verdade
Porque a música também é silêncio, assim como a nossa Vida, meu amor. Uni-me a ti e não consegui aguentar esta união tão contrária a tudo. Eu sou silêncio, meu amor. Um silêncio tão frágil. E contigo - contigo e com qualquer um - não consigo sobreviver. E cada vez é mais difícil estar sem ti, meu amor, acredita. Acredita que é verdade o que te digo. É verdade, meu amor. É verdade.
a mim, que estou tão longe
A minha música. Essa nunca vais ter o vagar de ouvir, meu amor. Nunca tives-te e nunca vais ter. Porque as pessoas não mudam tanto quanto é preciso tu mudares para conseguires. E eu não quero ser a responsável por ti. Pela tua mudança. Por isso omito-te essa música tão minha para que tu não tentes compreender a que sempre foi minha e que sempre será. Aquela que me rege de uma maneira tão especial. Que me afasta de ti e me leva a mim. A mim, que estou tão longe.
4.13.2009
Amor é dois
Era meu, aquele amor. Aquele amor que pensava ser nosso. Afinal. Era só meu. Só meu. De facto nem sei. Não sei o que me fez pensar que era teu tambem. E devia ser. Porque amor é dois. Amor é dos dois. É só dos dois. Naquela tarde. Naquela tarde que deixei coisas por dizer. Coisas por fazer. Naquele amor. Nesse amor onde eu era a única. Ficou tanto por dizer. Tanto. Tanto que até esqueço. Mas. Porque esquecer não é fácil. Ainda não esqueci. E no entanto. Já não consigo voltar lá. Já perdi o fio condutor que me levava a pensar daquela maneira. Que fazia tudo tão bom. Tudo tão bom ao teu lado. Era esse o fio que quebrou. Era ele que me conduzia. Que te conduzia. De uma maneira que só eu sabia. Quebrou. E não há nó que repare. Não há. Nunca. Não tentes.
4.12.2009
um pedaço de algo grande
"há no mundo milhares de tragédias mas há tambem pequenas coisas que por serem assim tem a importância que tem, e são a medida dos lugares onde acontecem... e um bom gesto aqui, seja causa de uma felicidade além onde nunca saberemos quem viveu ou amou o que quer que fosse, e é por isso que ninguém tem o direito de cortar o pessegueiro... e se acham que o tem então eu agarro-me a ele e deixo-me ir para onde ele for... primeiro a terra... depois o fogo dizem-me" (in- se eu não subo ao pessegueiro morro)
kina 13/06/2008 - 6ª feira
kina 13/06/2008 - 6ª feira
4.11.2009
Choveu aqui.
Choveu aqui. Aqui nesta praça. Nesta praça onde me encontro. Onde o meu guarda-chuva de pouco me valeu. E onde agora. Onde agora só eu estou molhada. Agora. As pedras já secas. As pedras da calçada já secas. As pedras desta calçada. Da calçada que é isto. Isto. Onde já nada me vale. Onde já nada me vale porque me faltas tu. Faltas tu aqui. Aqui ao meu lado. Faltas tu, meu amor. Faltas tu e mais ninguem. Faltas tu como mais ninguém. Porque tu. Tu és eu. E eu sou tu. Como nunca fui. Como nunca consegui ser mais ninguém. Anseio as tuas respostas. Os teus silêncios. Mas. Mas não chega nada. Nunca chega nada. Nada de nada. Nada de tudo. E eu continuo à espera. Espero e nada. Depois vens com umas palavras tontas e tortas. Bêbadas desta minha dificuldade. Da minha dificuldade em decifrar o tom que traz a tua voz quando vem a mim. Não sei saber o que queres afinal. O que qeres de mim. Neste amor que agora é só meu. Neste amor que já não sei se é teu tambem. E espero que não. Assim é mais fácil. Tudo mais fácil.
4.07.2009
Porque acho que mereço o teu apoio. E acho que tu mo dás. Mas. Às vezes. Não me é fácil destingui-lo. Não me é fácil perceber-te. Entender-te. Compreender-te. Não me sais da cabeça. Não sei se é porque gosto. Se é porque não gosto. Se é porque acho que tu gostas. Tu contagias-me. Tu consegues. Tu consegues por-me a rir. Consegues por-me a chorar. Consegues tudo isto e tanto mais. Consegues fazer-me escrever sem que te apercebas que, o que escrevo, é para ti. Todas estas letras letras de agora se dedicam inteira e unicamente a ti. Porque tu. Tu és apenas tu. E eu sou apenas eu. E no entanto. Sinto-te tão perto. Tão perto que até tenho medo. Tenho medo que te aproximes de mais. Que me leves de mim. Tenho medo de me perder em ti e de não consegui sair. De não encontrar a saída desse labirinto que és tu. Esse labirinto tão apetitoso. Tão proibido. Não sei se quero. Não sei se não quero. Não sei se quero que venhas e me obrigues a perder-me. A perder-me em ti. Não sei se quero sentir-te em mim. Não sei. Não sei porque tenho medo. Tenho medo que não me sintas da mesma maneira que eu. Da mesma maneira que eu te sinto. Se é que sinto.
Eu bem que posso querer. Eu bem que posso dar tudo quanto posso. Mas nunca vai ser suficiente. Tu. Tu és grande. És tão grande. Tão grande que mesmo que te dê tudo o que posso. Mesmo assim. Mesmo assim não chega. ('all the sights of paris right inside your iris'). O que tenho é, para ti, tão pouco que não consigo. Não consigo lidar com essa ideia. O que queres de mim? O que queres que faça? Quem queres que seja? Por favor. Não me peças o impossível. O impossível não. Não posso ser nada mais do que eu mesma. ('it's very difficult to keep the line between the past and the present.. do you know what I mean?'). Vou esquecer. Esquecer o que se passou e olhar para o céu. Olhar para o céu. Que lindo, o céu. Que lindo. Depressa o céu me leva ao mar. O pôr-do-Sol. É extraordinaria, extrema, exagerada e abosurdamente lindo. Lindo como nunca nada. Como nunca nada. ('cigarettes and chocolate milk'). Peço-te agora. Agora que tentei esquecer e ergui a cabeça. Peço-te que existas. Existe. Existe longe de mim. Vive longe. Não te quero fazer sofrer. E sei que assim não o farei. Segue a vida. Encontra-lhe um sentido. Não te esqueças: sê feliz. Sê feliz não só por ti. Por ti e por mim. Vies-te ao mundo. E tanto tempo estives-te sem mim. E eras tão mais feliz. Vies-te. Disses-te que ficavas. Mas. No fundo. Sabia. Sabia que não o farias. Muita gente o diz. Pouca gente o faz. Não te culpo por isso. Mesmo não ficando. Culpa a minha de já teres entrado no meu jeito de ser. Enfim. Olha. Sê. Sê feliz. Sê alguém. Sê tu. Como és hoje. Continua especial e não prometas. Não prometas mais que ficas. Não vale a pena. Nunca vale a pena. ('sempre sonhamos com o mais eterno amor, infelizmente eu lamento mas não deu, nos desgastamos transformando tudo e todos, mas mesmo assim eu acredito que valeu. Quando a saudade bate forte a envolvente, eu me possuo e era sua intenção, co'a minha Cuca naqueles momentos quentes, em que se acelerava o meu coração. Eis amor') 06.04.2009
Eu bem que posso querer. Eu bem que posso dar tudo quanto posso. Mas nunca vai ser suficiente. Tu. Tu és grande. És tão grande. Tão grande que mesmo que te dê tudo o que posso. Mesmo assim. Mesmo assim não chega. ('all the sights of paris right inside your iris'). O que tenho é, para ti, tão pouco que não consigo. Não consigo lidar com essa ideia. O que queres de mim? O que queres que faça? Quem queres que seja? Por favor. Não me peças o impossível. O impossível não. Não posso ser nada mais do que eu mesma. ('it's very difficult to keep the line between the past and the present.. do you know what I mean?'). Vou esquecer. Esquecer o que se passou e olhar para o céu. Olhar para o céu. Que lindo, o céu. Que lindo. Depressa o céu me leva ao mar. O pôr-do-Sol. É extraordinaria, extrema, exagerada e abosurdamente lindo. Lindo como nunca nada. Como nunca nada. ('cigarettes and chocolate milk'). Peço-te agora. Agora que tentei esquecer e ergui a cabeça. Peço-te que existas. Existe. Existe longe de mim. Vive longe. Não te quero fazer sofrer. E sei que assim não o farei. Segue a vida. Encontra-lhe um sentido. Não te esqueças: sê feliz. Sê feliz não só por ti. Por ti e por mim. Vies-te ao mundo. E tanto tempo estives-te sem mim. E eras tão mais feliz. Vies-te. Disses-te que ficavas. Mas. No fundo. Sabia. Sabia que não o farias. Muita gente o diz. Pouca gente o faz. Não te culpo por isso. Mesmo não ficando. Culpa a minha de já teres entrado no meu jeito de ser. Enfim. Olha. Sê. Sê feliz. Sê alguém. Sê tu. Como és hoje. Continua especial e não prometas. Não prometas mais que ficas. Não vale a pena. Nunca vale a pena. ('sempre sonhamos com o mais eterno amor, infelizmente eu lamento mas não deu, nos desgastamos transformando tudo e todos, mas mesmo assim eu acredito que valeu. Quando a saudade bate forte a envolvente, eu me possuo e era sua intenção, co'a minha Cuca naqueles momentos quentes, em que se acelerava o meu coração. Eis amor') 06.04.2009
4.05.2009
Dói-me
'Não te dói o corpo, não é nada físico... Dói-te a alma'. Dói-me a alma. Dói-me a alma. Dói-me a alma e as dúvidas. As dúvidas que tenho de mim. Dúvidas que tento tranformar em certezas. Dúvidas que teimam em crescer. Crescer. Crescer. Até que crescem demais. Crescem tanto que deixam de caber em mim. Começam a apoderar-se do que me rodeia. Começam a crescer novamente. A tornar-se cada vez mais pesadas. Agora já não consigo aguentar nada disso. Agora já não. Por muito que queira. Por muito que queira acreditar que tudo isto vai passar. Por muito que queira acreditar que isto é 'só uma fase'. Não dá. Agora já não dá. Já não dá mais. Já não quero esperar. Eu não consigo esperar por uma desilusão. Eu sei que, por muito que queira, não dá.
Vivo à espera. Espero a chuva. Espero o Sol. Espero o Mar. Eles esperam igualmente. Esperam por mim. Penso eu. Esperam por mim. Tenho quem espere. Tenho-os a eles e pouco mais. Por poucos momentos tive-te a ti e aos outros. Mas depressa te cansas-te. Depressa se cansaram. Depressa passou o tempo para ti. Para os outros. E no entanto. Ainda não saí do ponto de partida. Seja ele qual for. Seja ele qual for eu ainda não o descobri. Desculpa por te fazer esperar. A ti e aos outros. Desculpa por não saber por onde começar. Por não saber o caminho. O caminho tão desejado por todos. Por mim. Por ti. Pelos outros.
Vivo à espera. Espero a chuva. Espero o Sol. Espero o Mar. Eles esperam igualmente. Esperam por mim. Penso eu. Esperam por mim. Tenho quem espere. Tenho-os a eles e pouco mais. Por poucos momentos tive-te a ti e aos outros. Mas depressa te cansas-te. Depressa se cansaram. Depressa passou o tempo para ti. Para os outros. E no entanto. Ainda não saí do ponto de partida. Seja ele qual for. Seja ele qual for eu ainda não o descobri. Desculpa por te fazer esperar. A ti e aos outros. Desculpa por não saber por onde começar. Por não saber o caminho. O caminho tão desejado por todos. Por mim. Por ti. Pelos outros.
Em ti
Porque penso encontrar compreensão em ti. Em ti. A quem confio tanto. E como é, para mim, difícil confiar. Mas deste-me esse conforto. Porque sei que, em ti, encontro um apoio de que tanto preciso. Em ti sei que vai haver sempre um ombro onde eu possa chorar. Onde eu possa desaparecer e afogar-me nas minha mágoas. Nos meus devaneios. Nos meus compassos. Nas minha notas. Nas minhas cores. Nas minha flores. Sei que vais lá estar. Vais lá estar sempre. Ou talvez não. Mas é nisso que quero acreditar. Mesmo que saiba que o sempre é pouco. Mesmo que saiba que pode ser durante um só segundo. Mesmo sabendo que a preocupação não é eterna. Eu sei que vai ser por um pedaço grande. Por muito pequeno que seja para ti. Vai ser sempre grande para mim. E aquilo que trocámos. Todos aqueles momentos. Todos eles vão permanecer. Tanto tempo quanto eu. E eu quero permanecer por muito. Quero permanecer aqui. Em mim. Em ti. Em nós. Porque quando eu já não estiver, vou estar sempre. Vou estar sempre em ti. Porque tu cresces-te comigo e eu marquei-te. Estou no teu riso, no teu olhar. Sinto-me em ti. E no entanto. Não devia. Já sou mais tua que minha. Deixo-me influenciar por ti. E o que recebo? Ainda não sei. Estou confusa. Tudo o que parece real já nao é. Tudo o que não parece é. Afinal diz-me. O que queres de mim. O que posso eu fazer para te entender. Como explicas essa tua forma de agir. Essa tua forma de me fazeres... Sei lá o quê. Penso em ti. Penso o que pensas de mim. Se pensas em mim. Mas não chego a conclusão nenhuma. É-me tudo tão difícil. E tu sabes. Tu sabes.
Diz-me
Porque não consigo perceber se o que foi, foi apenas. Se foi apenas coincidência. Não consigo decifrar o tom da tua voz. O significado daquelas palavras. Daqueles actos. Diz-me. Diz-me o que querias mostrar com aquilo. Diz-me, por favor. Diz -me o que sou para ti. O que és para mim. O que esperas de mim. O que eu espero de ti. O que posso esperar. Se é que o posso fazer. Posso perguntar? Mas o quê? O que perguntar? Nunca sei o que me responderias. Ou talvez saiba. Talvez saiba e não queira ver. Diz-me. Diz-me aquilo que quero ouvir. Aquilo que penso querer ouvir. Nem sei. Nem sei o que quero ouvir. Tu baralhas-me. Tanto és como não és. Tanto estás como nao estás. Tanto me afectas como não me afectas. Aqueces-me e arrefeces-me. Em ti encontro o conforto de alguem que gosta do que eu escrevo. Que percebe. Percebe tudo quanto lhe dou. Pelo menos quero acreditar que sim. Quero acreditas que percebes. Mas se calhar não.
Fazes-me sorrir como mais ninguem faz. Tu e só tu. Só tu. Só tu me deste apoio quando mais precisei. Tu és o muito em tão pouco. Tu, que nao passavas de um mero transeunte da vida, cruzaste-te comigo e deixas-te a tua marca. Conseguis-te marcar-me tanto. Se calhar de mais. Com um silêncio teu fizes-te muito mais. Fizes-te tanto mais. Tanto mais. Mais do que te julgava capaz. Tu, que eras tão pequeno, cresces-te apenas com um silêncio. E nem notas-te. Se calhar. Se calhar não devias. Se calhar foi um silêncio que só para mim importou. Que para ti foi aborrecido. Que para ti não valeu apena. E se foi: desculpa. Mas és já tão grande. Tão grande. Tu que estás aí tão alto. Tu. És ainda capaz de me ouvir? 30.03.2009
Fazes-me sorrir como mais ninguem faz. Tu e só tu. Só tu. Só tu me deste apoio quando mais precisei. Tu és o muito em tão pouco. Tu, que nao passavas de um mero transeunte da vida, cruzaste-te comigo e deixas-te a tua marca. Conseguis-te marcar-me tanto. Se calhar de mais. Com um silêncio teu fizes-te muito mais. Fizes-te tanto mais. Tanto mais. Mais do que te julgava capaz. Tu, que eras tão pequeno, cresces-te apenas com um silêncio. E nem notas-te. Se calhar. Se calhar não devias. Se calhar foi um silêncio que só para mim importou. Que para ti foi aborrecido. Que para ti não valeu apena. E se foi: desculpa. Mas és já tão grande. Tão grande. Tu que estás aí tão alto. Tu. És ainda capaz de me ouvir? 30.03.2009
4.04.2009
nada mais do que isto
É o que guardo sem saber muito bem porquê. É o que guardo de ti. O que tenho de mim. O que gostaria que nos tivessemos sido são só as coisas que ficam guardadas. E já nada se pode esquecer. Nada do que disses-te. Nada do que escreves-te. Nada do que ouvi. Nada do que li. E no entanto. Continuo a escrever para ti. Na esperança que um dia encontres o que escrevo. Mesmo não querendo que leias. Escrevo com a intenção de, um dia, te ler isto. Mesmo que esse dia não chegue. É a dor. É a dor das memórias. Todas elas. É a dor de todas as memórias que fica. É a dor de todas as memórias que tenho contigo. Sejam elas felizes ou não. É essa a dor que guardo. É essa a dor que escrevo.
Disseste-me um dia já não acreditares. Mas no dia antes disseste-me para esquecer tudo o que, no dia anterior, tinha sido posto em causa. Disseste-me que só me querias ao teu lado. Sem mais. Ao teu lado sem mais. Mas a noite veio e tudo escureceu. A tua visão de mim. E tudo se quebrou. Tudo se quebrou simplesmente. Depois vieram os descompassos daquelas palavras que foram pensadas mas não sentidas. E seguiu-se a avalanche das minhas. As minhas letras só sentidas e não pensadas. Todas elas se seguiram. Ritmadas num compasso só meu que tentei mostrar-te. Não ouvis-te e eu nada pude fazer. Nada mais do que isto. Nada mais do que escrever. 11.03.2009
Disseste-me um dia já não acreditares. Mas no dia antes disseste-me para esquecer tudo o que, no dia anterior, tinha sido posto em causa. Disseste-me que só me querias ao teu lado. Sem mais. Ao teu lado sem mais. Mas a noite veio e tudo escureceu. A tua visão de mim. E tudo se quebrou. Tudo se quebrou simplesmente. Depois vieram os descompassos daquelas palavras que foram pensadas mas não sentidas. E seguiu-se a avalanche das minhas. As minhas letras só sentidas e não pensadas. Todas elas se seguiram. Ritmadas num compasso só meu que tentei mostrar-te. Não ouvis-te e eu nada pude fazer. Nada mais do que isto. Nada mais do que escrever. 11.03.2009
a felicidade nasceu
o que digo nao é para ser gozado. a minha vida está num ponto de viragem. tenho amigos, tenho pessoas muito especias para mim. nao vou deixar que interfiras nisso. nao queria que nao ficasses fodido comigo. nao queria que ficasses. queria que entendesses. mas já percebi: quis uma coisa demasiado impossivel. quis uma coisa que nem em sonhos se pode realizar. mas vês o que digo? para perceberes o meu estado de angustia (ou para ti, o meu estado de insuportabilidade) tinhas que ter estado lá em taizé, tinhas que ter convivido como eu convivi com tanta gente. tinhas que ter pensado nas coisas de outra forma. como eu pensei. tenho pena que nao consigas. tenho pena que só queiras ser meu amigo se tiveres a certeza que, um dia, vamos namorar. mas uma coisa te digo: a mim, nunca mais me vais tomar por nada. depois de gozares comigo como gozas te hoje: nao. recuso-me. deixas te de ser quem eras aos meus olhos. tornaste te diferente. tu mudas te. em meia hora de conversa mudas te mais do que eu numa semana. pode ser apenas aos meus olhos, mas basta isso. basta eu nao te ver como via. basta eu ter deixado de respeitar. porque ja vi que tambem nao me respeitas. nao respeitas quem dizes que era, quem dizes que sou agora. ja nao me apoias, se é que algumas vez apoias te. tudo aquilo que te disse. tudo aquilo que tinha pensado seres, tudo aquilo que tinha pensado ser ao teu lado, tudo aquilo que pensava que iriamos ser. tudo. tudo se partiu hoje, bem diante dos meus olhos. eu que ainda tinha esperança que me pudesses fazer um pouco mais feliz. toda essa esperança hoje escorregou por entre os meus dedos. escapou se com se escaparia agua. hoje senti que foi tudo em vão. tudo quanto fiz. tudo quanto te dei. tudo quanto escrevi. tudo isso. hoje senti que tinnha tudo acabado verdadeiramente. hoje senti me mais leve. mais feliz. parabens. fizeste me mais feliz. 07.03.2009
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