mal parei, absorvi-me de tal maneira que adormeci. tambem adormeci de mim, ali, no meio da rua. desfoquei o mundo, como o vejo, e passei a ver uma outra coisa. virei os olhos para dentro, mesmo tendo os olhos abertos. vi muita coisa. muito diferente. pensei em mim, em ti, no outro, naqueles que passavam ali, à minha beira e eu estava completamente alheia a tudo. tudo o que eu queria era ter-te no sitio onde os meus olhos olham para dentro. deixar a minha sombra presa, algures, e dar um passo sem sentir que o dou. agir sem consequência alguma. só deixar ir, o que é de ir e deixar ficar o que deve ficar, mais nada.
tenho o pé a ficar dormente.
sinto-me bem, apesar do pé. acho que atingi um estado de... bem, é bom, de certeza. agora sinto que o unico elemento de mim que está na realidade é o meu pé. opa mas o que eu queria era ter-te aqui, queria abraçar-te e deixar tudo resto, porque não importa. quero ir àquela outra terra que ainda não existe e quero ir viver num mundo onde...
ói!
ói! alerta a todos os membros!
é pra correr.
correr?!
pramor da sante.
eu nem o meu pé consigo mexer pá. procuro-te por entre a atenção das pessoas que despertamos, mas não te encontro. procuro-te no meu pensamento mas já foste, até daí foste embora. procuro uma mão onde me apoiar mas não, não é a tua. contento-me com o que tenho, será sempre assim. de qualquer forma agradeço à mão que me apareceu.'obrigado mão'
pronto, ja agradeci.
agora levantei-me. ja nem me lembrava de como eras, mundo. mas bem, tudo é mudança, toca é a aceitar!
tudo acaba por se moldar.
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