eu espero. espero o que espera e passo toda a vida a esperar para não me esquecer que espero sem parar.
tantos anos eu esperei por coisas que ainda não chegaram. tantos anos que passaram por mim esperando tambem. e tantos foram esses anos.
e, no entanto, a espera não esperou que eu parasse a minha espera, não. e lá foi a minha vida, com ela, com essa espera que não esperou. se olhar, ainda as vejo, lá longe. tão longe que elas vão! mas tenho que esperar. tenho que ficar a espera que voltem, mesmo sem ter a certeza que vão voltar, eu espero.
espera! espera aí! a minha vida ainda não passou de volta! espera! espera comigo!
mas tu não esperaste, foste, como que obedecendo ás leis da vida. como foste , tão rápido. depressa desapareceste daqui, do meu horizonte e foste para lá, lá para o alto desse teu pedestal. subiste-o, como o subiste!
e nem eu te demovi.
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