e, com o tempo, comecei a acreditar que sim, que aquela segunda-feira 'a mais' da minha mão teinha sido - e só podia ser - de propósito.
e comecei a acreditar, a tentar convencer-me que aquela rotineira padaria/pastelaria da costa nova não era apenas um simples sitio onde comorar sustento à minha familia.
comecei a convencer-me que o tinha esquecido e que, agora, gostava era de ti. mas não. podemos sim, pensar e fazer parecer que temos muito em comum. mas, como sempre, as coincidencias só existem se nós as quisermos ver. podemos pensar que há uma ligação, que, desde que nos vimos, sabiamos, mas acredito que fui (e sou) suspeita. tambem, quem não seria depois de um livro daqueles?
dizes-me tanta merda que até preferia era que estivesses mas é caladinho. quietinho. sem mexer uma palha.
'estou confusa, preciso de pensar' - não sei se é bem assim. eu estou confundida comigo própria, que me deixei ir, assim. eu gosto de ti, sim. mas sem te conhecer. gostei da maneira como me cativas-te. e fiquei com medo, do efeito que tiveste em mim. e senti-me a trair-te porque, embora eu goste de ti, eu amo (o) outro, que pode não merecer, é certo, mas...
'tens todo o tempo que quiseres, so quero que me digas a tua decisão' - ' decisões, decisões, tudo é formado por decisões'. decisões aqui, decisões ali, e, no fim, nada acaba decidido.
e a vida continua, acho eu.
'só preciso de respostas' - ahah! deixa-me rir! quem não precisa? não achas que estás a pedir de mais, meu filho?
daqui em diante? nem 'deus' sabe!
'hoje eu nem dormi a tentar entender entre o que eu sinto e o que eu te digo, que foi feito de nós e o que vai ser?'
sou um caracol, um simples caracol.
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